sábado, 31 de março de 2012

Básico de Fotografia : As configurações manuais da sua câmera

Hoje nós iremos partir para a parte divertida: modo manual. Nós iremos aprender os detalhes sobre velocidade do obturador, ISO, e abertura do diafragma, e também a maneira como cada uma dessas configurações afeta suas fotos.
Se você estiver acompanhando com a sua câmera em mãos, assegure-se de colocar no modo manual, para que você possa acessar cada configuração diferente que nós iremos discutir.

Abertura do diafragma

A abertura do diafragma é muitas vezes o conceito mais difícil para as pessoas compreenderem quando elas estão aprendendo como sua câmera funciona, mas é bem simples uma vez que você entende. Se você olhar para as suas lentes, você pode ver a abertura por onde passa a luz. Quando você ajusta a abertura do diafragma, você verá essa abertura ficando maior e menor. Quanto maior a abertura, mais aberto está o diafragma, mais luz passará a cada exposição. Quando menor a abertura, mais fechado está o diafragma, menos luz passará. Por que você iria querer uma abertura do diafragma pequena se uma grande deixa entrar mais luz? Além das situações onde você tem muita luz e não quer deixar passar tanto assim, diminuir a abertura significa que mais partes da foto vão parecer estar em foco. Por exemplo, abrir pouco o diafragma é ótimo para paisagens. Uma abertura mais ampla significa que menos da fotografia estará em foco, o que é algo que é geralmente agradável visualmente e não é visto como uma desvantagem. Se você já viu fotografias com um objeto/modelo em foco e um belo plano de fundo desfocado, isso é geralmente efeito de um diafragma mais aberto (apesar desse não ser o único fator que contribui para conseguir o efeito – lembre-se, lentes teleobjetivas também diminuem a profundidade de campo). Usar um diafragma mais aberto é geralmente considerado o melhor método para deixar entrar mais luz porque a desvantagem – uma parte menor da fotografia ficando em foco – muitas vezes é um resultado desejado.

A abertura do diafragma é representada em f-stops. Um número baixo, como f/1.8, significa uma abertura maior, e um número maior, como f/22, significa uma abertura mais estreita. Lentes muitas vezes são marcadas com a sua maior abertura de diafragma possível. Se você encontrar uma lente que é 50mm f/1.8, isso significa que o seu ponto mais aberto é f/1.8. A abertura do diafragma sempre pode ser ajustada para ficar mais estreita, mas ela não poderá ultrapassar o limite de f/1.8 nessa lente. Algumas lentes colocam o alcance, algo como f/3.5-5.6. Você verá isso em lentes de zoom, e isso significa que quando as lentes diminuem o zoom ao máximo é um f/3.5, quando aumenta o zoom ao máximo, ela pode ter um diafragma tão aberto quanto f/5.6. O meio termo também existe, se você está mais ou menos na metade do alcance do seu zoom você irá ficar com a abertura de diafragma em f/4.5. Uma faixa de abertura do diafragma assim é comum com as lentes de zoom mais baratas, mas se você pagar mais você pode conseguir mais variações de diafragma.
Isso é basicamente tudo que você precisa saber sobre diafragma. O que é importante lembrar é que um diafragma mais aberto, como f/1.8, deixa entrar mais luz e dá menos profundidade de campo (significando que menos partes da foto estarão em foco). Um diafragma mais fechado, como f/22, fornece foco para a foto inteira, mas permite que menos luz entre. Qual abertura de diafragma você deve usar depende da situação e do tipo de lentes que você estiver usando, então teste para ver que efeitos você consegue e você terá uma noção melhor de como as configurações do diafragma afetam suas fotografias.

Velocidade do obturador


Imagem por Digi1080p
Quando você aperta o botão do obturador na sua câmera e tira uma foto, as lâminas do diafragma levam um tempo específico para fechar. Essa quantidade de tempo é conhecida como velocidade do obturador. Geralmente é uma fração de segundo. Se você não estiver capturando nenhum movimento, você pode normalmente usar uma exposição de 1/30 de segundo. Quando você aumenta a velocidade do obturador – a quantidade de tempo que o sensor fica exposto à luz – duas coisas importantes acontecem.
Primeira, é que o sensor é exposto a mais luz porque o diafragma ficou mais tempo aberto. Isso é útil em situações com pouca luz. Segundo, o sensor está sujeito a mais movimento o que causa motion blur. Isso pode acontecer tanto porque o que você está fotografando está em movimento ou porque você não consegue segurar a câmera sem tremer. Isso não é um problema se você estiver fotografando uma paisagem a noite e a câmera está em um tripé, já que nem a câmera nem o que você está fotografando irão se mover. Por outro lado, velocidades baixas do obturador podem ser um problema quando você está fotografando com a câmera na mão e/ou o que você está fotografando está se movendo. Este é o motivo pelo qual você, em 99% das vezes, não vai querer que a velocidade do obturador seja mais devagar do que 1/30 de segundo quando você estiver fotografando sem tripé (a menos que você tenha mãos extremamente firmes).
De modo geral, você irá usar uma velocidade alta do obturador, mas existem várias circunstâncias onde você deve escolher uma velocidade baixa do obturador. Eis aqui alguns exemplos:
1- Você quer motion blur por razões artísticas, como por exemplo, deixar borrada a água corrente enquanto todo o resto fica nítido. Para conseguir isso você precisa usar uma velocidade baixa do obturador como 1/30 de segundo e usar o diafragma mais fechado para prevenir que a foto fique superexposta. Nota: este exemplo é um bom motivo para usar o modo de disparo prioridade do obturador que discutimos na aula passada.
2- Você quer uma fotografia superexposta e potencialmente borrada para fins artísticos.
3- Você está fotografando com pouca luz e é necessário.
4- Você está fotografando com pouca luz e não é necessário, mas você quer reduzir o ruído para o mínimo. Então você ajusta o seu ISO (equivalente à velocidade do filme) para uma configuração baixa e reduz a velocidade do obturador para compensar (e deixa entrar mais luz).
Esses não são os únicos motivos, mas são os mais comuns. A coisa mais importante é lembrar que uma velocidade baixa do obturador significa mais luz e o risco de motion blur. Uma velocidade alta no obturador significa menos risco de motion blur mas em compensação sacrifica um pouco a luz.

ISO


ISO é o equivalente digital (ou aproximado) da velocidade do filme. Se você se lembra de comprar filme para uma câmera comum, você comprava 100 ou 200 para fotos externas e 400 ou 800 para fotos em lugares fechados. Quanto maior a velocidade do filme, mais sensível ele é a luz. Tudo isso ainda se aplica à fotografia digital, mas é chamado de ISO.

Foto por CNET Australia
A vantagem de um ISO baixo é que a luz é representada mais fielmente. Se você já viu fotos tiradas à noite, as luzes muitas vezes parecem muito mais claras e afetando outras partes da foto. Isso é o resultado de uma ISO alta – uma grande sensibilidade à luz. ISOs altas são especialmente úteis para conseguir pegar mais detalhes em uma fotografia escura sem reduzir a velocidade do obturador ou deixando o diafragma mais aberto do que você gostaria, mas isso tem um preço. Além das luzes ficarem muito brilhantes e não-realistas nas suas fotos, ISO alto é um dos fatores que mais contribuem para ruído em fotos. Câmeras high-end terão menos ruído usando ISOs mais altos comparando com câmeras low-end, mas a regra é sempre a mesma: quanto mais você aumenta o ISO, mais ruído terá.
A maioria das câmeras irá ajustar o ISO automaticamente, mesmo no modo manual. Geralmente você pode ficar com a mesma configuração de ISO se a sua iluminação não mudar, então é bom se acostumar a ajustar isso por si mesmo. Dito isto,  às vezes a luz muda bastante em lugares escuros, dentro de casa mesmo, e deixar a câmera ajustar isso automaticamente por você pode ser de grande ajuda – mesmo quando estiver tirando fotos no modo manual.

Combinando as configurações

No modo manual você pode ajustar todas as configurações sozinho (exceto o ISO, se você deixar configurado para automático), então você tem que pensar em todas essas três configurações antes de tirar uma foto. A melhor coisa que você pode fazer para tornar isso mais fácil e acelerar a decisão é dar prioridade a uma das configurações ao decidir qual é mais importante. Você quer garantir pouca profundidade de campo? Então a prioridade é a abertura do diafragma. Você quer garantir uma representação mais realista da luz? Deixe o ISO como sua prioridade. Você quer evitar ao máximo algum efeito de motion blur? Concentre-se primeiro na velocidade do obturador. Uma vez que você define a prioridade, tudo que você precisa fazer é ajustar as outras configurações para o que quer que seja necessário para expor a fotografia à quantidade certa de luz.
No modo manual sua câmera deve deixar você saber se sua foto está sub- ou superexposta fornecendo um pequeno mostrador na parte de baixo (como mostra a figura ao lado). A esquerda é subexposta e o direita está superexposta. Seu objetivo é deixar o mostrador no meio. Uma vez que você fizer isso, tire sua foto e o resultado deve ser exatamente como você quer.
E isso é tudo que você precisa aprender sobre como sua câmera funciona em todos os seus modos. Na próxima aula nós iremos abordar composição e técnica.

De : http://www.gizmodo.com.br 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Abertura

De : http://photographyeverywherex.blogspot.com

 Acho que essa é uma das partes técnicas da fotografia que mais gera dúvidas. A abertura do diafragma está diretamente relacionada com a velocidade e ISO (ou ASA). Assim como a velocidade, a abertura será sempre inversamente proporcional. Digamos que eu queira fotografar um splash (como mostrado no post anterior) minha velocidade precisa ser bem rápida, certo? Mas há um porém: a medida que optamos por essa velocidade maior, entrará menos luz durante esse processo. Então como concertamos isso? Bom, é aí que entra o ISO e o valor da abertura.
 Vamos pensar de um modo prático, toda vez que você optar por algo estará abrindo mão de alguma coisa. Exemplo: um ISO muito alto iluminará um ambiente fechado, que está com uma luz precária. Mas tem um porém: quanto maior for esse ISO maior será a granulação.
E em relação à abertura? Bom, quanto maior a abertura, ou seja: quanto menor o número ‘f’, menor será seu plano, ou seja: ao optar por um número de ‘f’ pequeno 1.8, por exemplo, grande parte da foto estará em desfoque. Mas e o que eu ganho optando por valores pequenos? Luz. Quanto maior a abertura do diafragma, mas luz consegue entrar.


Logo, esses três valores precisam se completar. Se estiver em um ambiente aberto, com sol, muito iluminado, posso optar por um ISO de 100 a 400, dependendo do nível de granulação que sua câmera oferece as fotos. Nesse mesmo ambiente o número ‘f’ poderá ser maior, em torno de 11, dependendo do assunto a ser clicado.
Se opto por uma paisagem, o f em 9 poderá deixar meu fundo sem foco ainda. Já em um retrato, o valor pode ser inferior a 9, sem oferecer partes em desfoque, ou optando por um f pequeno pode-se deixar apenas parte do(a) modelo(a) focado(a), a área dos olhos, por exemplo, para se dar mais ênfase em um olhar marcante, ou um sorriso, sardas, e por aí vai.
Ao optar por deixar entrar mais ou menos luz pelo diafragma vamos ter que compensar isso depois, seja com o ISO ou com uma velocidade menor.

A diferença entre a maior e a menor abertura

Veja que fotografía nao é só apertar um botão.

Câmera virtual auxilia no aprendizado de fotografia.

Para quem gosta de fotografia uma boa câmera é o grande sonho de consumo, mas de nada adiante ter em mão o modelo mais moderno e não saber como operar-lo. Saber as funções básicas que estão presentes em qualquer câmera fotográfica é o que ira ajudar ao aspirante a fotógrafo começar a pensar na formação da imagem e em como passar controlar o resultado de sua fotografia.

Assim, as câmeras SLR (single lens reflex), são as mais indicadas para quem quer aprender um pouco mais sobre fotografia. Pensando nisso o norte-americano Jon Arnold, um amante da fotografia, criou o CameraSim, um simulador de câmera onde você pode testar regulagens e ver o efeito produzido na imagem.

Abaixo você pode testar a maioria das configurações de uma câmera, disparar e ver o resultado. Um bom treino para que está iniciado no aprendizado da fotografia.




O SLR controles:

Iluminação (Lighting)

A iluminação é o único grande determinante  de como sua câmera precisa ser regulada. Com poucas exceções, você pode nunca ter muita luz. Use esse controle deslizante para experimentar com diferentes condições de iluminação interior e exterior.

Distância (Distance)

Use esse controle deslizante para simular o quão perto ou distante você está em relação ao assunto.

Distância focal (Focal length)

Mover esse controle deslizante é o mesmo que zoom in e out com sua lente. A posição grande angular do zoom cria a maior profundidade de campo (mais coisas estão em foco), enquanto o zoom in, posição tele, cria uma menor profundidade de campo (normalmente apenas o assunto vai estar em foco).

Modo (Mode)

Os modos de exposição de uma SLR permitem controlar um cenário enquanto a câmera ajusta automaticamente a outros. No modo de Prioridade de Obturador, você defina a velocidade do obturador enquanto a câmera ajusta a abertura / f-stop. No modo Prioridade de Abertura, você define a abertura / f-stop, enquanto a câmera ajusta a velocidade do obturador. Modo manual é totalmente manual, você estácontrole! Consulte o fotometro da câmera para ajudar a obter a exposição correcta. Embora todas as câmeras SLR  tenham um modo "totalmente automático", não há nenhum aqui, qual é a graça nisso?

ISO

ISO refere-se a sensibilidade do "filme" será a luz recebida quando a imagem é encaixado. Altos ajustes de ISO permitem maiores velocidades do obturador em pouca luz, mas introduz ruido na imagem. Configurações de baixa ISO produzem a imagem mais limpa, mas requerem muita luz. Geralmente, você vai querer usar a configuração ISO mais baixo que a iluminação irá permitir.

Abertura (Aperture)

Abertura, ou f-stop, refere-se ao tamanho do buraco que a luz passará através quando é feito o disparo. Números menores correspondem f com buracos maiores. A coisa importante a lembrar é o seguinte: quanto maior o número f,  maior profundidade de campo (mais coisas estão em foco) , mas você irá precisar de mais luz. Quanto menor o número f, menor profundidade de campo, você irá precisar de menos luz .

Velocidade do obturador (Shutter speed)

Velocidade do obturador é quanto tempo o obturador deve ser aberto, permitindo que a luz entre na câmera, para a exposição adequada da imagem. Velocidade rápida do obturador permite "congelar" a ação em uma foto, mas requerem muita luz. Velocidades mais lentas do obturador permite fotografar com menos luz, mas pode causar desfoque de movimento na imagem.

Boa simulação!

Fonte: http://camerasim.com/

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

MODA PELOTAS PRIMAVERA VERAO 2011

O Moda Pelotas é o maior evento de moda da Zona Sul do Estado , como o nome já diz é um evento de moda que ocorre na cidade de Pelotas no sul do Rio Grande do Sul.
O Evento é criação de André Guerra um dos nomes mais conceituados no mundo da moda aqui no Rio Grande do Sul , André ministra cursos de manequim na cidade .
O evento chegou na sua 18ª edição , na ocasião foram apresentadas as tendências para a primavera e verão , desfilaram desde looks de estudantes de moda até de grandes marcas como  C&A , Renner , Datelli entre outras.
Vamos para as fotos então, chega de escrever que não sou muito bom nisso .





Foto: Marcel Ávila - " Os Retratista " trabalhando

sábado, 1 de outubro de 2011

Quatro boas dicas para se destacar no mercado fotográfico

DE : http://www.fotografia-dg.com

Olá amigos leitores.
Já fazia um bom tempo desde que eu escrevi o último artigo com dicas técnicas por aqui, não é? Andei sentindo falta dos leitores do DG.
Bom, a verdade é que desde que escrevi meu primeiro artigo para o Fotografia-DG, algumas coisas mudaram em minha carreira na fotografia e com isso veio junto muito conhecimento e experiência agregada. Se isso tudo aconteceu em 1 ano, fico só imaginando o que está por vir, pois ainda me considero um bebê na fotografia.
Algumas pessoas me disseram (e achei o máximo ouvir), que eu deveria fazer um curso de relevância na web, pois já tenho alguns “cases” de sucesso na internet. Isso me fez refletir bastante e pensar em quais as atitudes que tomei para que minha imagem ficasse bem vista e meu trabalho se destacasse entre essa enorme multidão de fotógrafos (e estou falando apenas dos brasileiros).
Portanto, preparei para vocês algumas dicas que deram e dão certo comigo. Não é receita de bolo, obviamente, mas podem fazer com que sua imagem melhore um pouquinho e com isso você ganhe mais clientes.

1 – Criar uma identidade

Muita gente fala sobre linguagem fotográfica e identidade na fotografia e isso está mais do que certo. Porém, além disso, acho importante você estabelecer uma identidade mesmo, tanto na sua maneira de escrever no blog (importantíssimo ter um, mesmo que seja wordpress gratuito), como na maneira de se portar com seus clientes, de atender noivas, mamães; de diagramar e entregar álbuns…  É importante ter o seu jeitinho em tudo que faz, isso conquista o cliente.
Eu acabei descobrindo isso sem querer, mas depois resolvi manter o meu estilo de comunicação. Mesmo em aulas presenciais, sou o tipo de professora que tem um estilo próprio, faço brincadeiras com os alunos, falo gírias (às vezes é malvisto por outros “professauros”, mas tudo bem) e interajo com eles de igual para igual.
Com os clientes, procuro ser eu mesma, que nesse caso significa se derreter por toda e qualquer criança que vou fotografar, rsrs. Vai além de ser fotógrafa. É ser amiga da mamãe, dizer que ela ficou linda com aquela roupa. É brincar com o filho dela e fazê-los se sentir bem durante o ensaio.
5752856404 1f215d5b6d Quatro boas dicas para se destacar no mercado fotográfico

2 – Saber se relacionar, online e offline

Tem gente que é um amor de pessoa pessoalmente, mas “não tem saco” de responder e-mail. Há os que são muito amigáveis na internet, porém nem tanto cara-a-cara. Se você não for naturalmente gentil, esforce-se para parecer bem.
Não demonstre mau humor, mesmo que o seu cliente esteja pedindo a quarta alteração do álbum. Tem que respirar fundo e dizer: “ta certo, o importante é ficar do jeitinho que você gosta”. Se for uma alteração maluca, você pode sugerir outras alternativas que não fujam do seu estilo e que possam agradar ao cliente exigente.
Nos relacionamentos online, idem. Uma boa dica de como se relacionar na internet é não ficar fazendo spam do seu site ou ficar pedindo a todo o momento para que confiram suas fotos. Ninguém gosta de um chato de internet!

3 – Fazer bom uso das ferramentas

Quando eu fiz meu primeiro cartão de visitas, eu achava que todo o trabalho seria montar um cartão que fosse bonito, atraente e funcional e que depois disso bastava distribuir e ele faria todo o trabalho sozinho. Engano.
Até entregar os cartões é uma arte, que eu aprendi na marra com aqueles que me circundam e manjam tudo de marketing. Não basta entregá-los, há a maneira como você interage com o potencial cliente. Eu sempre tenho uma abordagem nada gananciosa de conversar com meus clientes. “Nossa, que demais essa sua idéia de festa, parece que vai ficar sensacional…” Em certa altura da conversa. “Legal mesmo, viu. Continuamos em contato então, deixa eu te dar meu cartão pra facilitar…” E ta entregue!
Ainda nessa linha de raciocínio, outras ferramentas são no estilo “não basta ter, tem que saber usar”, que é o caso do blog e das mídias sociais.
Eu uso o blog para ambos os meus clientes: mamães que querem fotos dos filhotes e alunos que querem aprender fotografia. Tenho que me virar nos 30 para direcionar o conteúdo para os dois públicos.
Uma dica que tenho é humanizar os posts o máximo possível. Sempre escrevo um mini texto antes de postar cada ensaio, falando sobre os clientes fotografados. É legal para o cliente ver o carinho que tenho por eles (e tenho mesmo!) e para os próximos, que adorariam ter um ensaio desses.
Para os alunos também se aplica. É fácil achar tutoriais e textos técnicos na internet, mas nem sempre eles são explicados de maneira natural, como se estivesse conversando com o leitor. Usar exemplos, metáforas, uma piadinha ou outra no texto (ou na vídeo-aula), fazem o charme todo e acaba conquistando. Atribuo esse meu jeitinho à boa parte do sucesso como profe.
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4 – Tratar todo mundo muito bem!

Não tem desculpa para acordar de ovo virado, tem que tratar bem e pronto! Seja cliente, ou um contato seu no facebook.
Quem me acompanha nas redes sociais, se for um pouquinho observador, verá que eu nunca twittei, por exemplo, frases como “ai que tédio”. Ou pior ainda “cliente chato que demora pra aprovar álbum”. Nunca, jamais, transmita negatividade na internet.
É óbvio que eu não estou sempre de bom humor, ninguém está. Mas se não há nada de bom para dizer, é melhor não dizer nada.
Outra coisa que me tira do sério, são e-mails com dúvidas. Já dei umas alfinetadas de leve, pois se nunca disser nada, estarei sendo explorada. Quando o e-mail é folgado DEMAIS, eu simplesmente finjo que não existe.
Confesso que as vezes recebo e-mails que penso “aaaah, não acredito, tem isso explicado nuns mil textos no meu blog”. Respiro fundo, marco como email para responder mais tarde e saio da página. Em um dia mais bem humorada, começo o texto com “Olá fulano, perdão pela demora em respondê-lo, sobre essa sua dúvida, tenho umas recomendações de leitura para você…” e deixo os links para os indivíduos preguiçosos. Pronto.

Veja que essas são dicas muito simples de serem seguidas, mas que fazem toda a diferença. Ser fotógrafo significa trabalhar com imagem, mas não apenas as impressas e entregues em lindos álbuns. A sua imagem como pessoa e como profissional também são muito importantes para a saúde do seu negócio. Pensem sobre isso e comecem a trabalhá-la desde já.
Forte abraço aos amigos e leitores.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O que significam as siglas EF, USM e IS das objetivas Canon?

De : http://fotografeumaideia.com.br

Enviado por Francine de Mattos   
Os fabricantes de objetivas são pródigos em criar siglas para os seus produtos. A Canon, por exemplo, usa as siglas EF, USM e IS, entre outras. O que significam?

EF

EF simplesmente designa o encaixe (ou mount) das objetivas auto-focus da Canon. As objetivas de foco manual têm a designação FD. É possível usar objetivas FD em corpos auto-focus, mas é necessário acoplar um adaptador.
Quando a Canon decidiu abandonar o encaixe FD e criou o EF com sua interface totalmente eletrônica, houve muita controvérsia. Embora muitos utilizadores tenham ficado contrariados com este movimento, a verdade é que o novo encaixe permitiu à Canon alcançar uma integração jamais vista entre objetivas e corpos, permitindo à fábrica oferecer auto-focus operando junto com teleconversores e tubos extensores, por exemplo. Por ser o encaixe de maior diâmetro entre todos os existentes, o Canon EF Mount é mecanicamente superior aos demais para acoplarem objetivas longas e pesadas, como as grandes teleobjetivas. Além disso, confere muita flexibilidade ao técnico para criar objetivas luminosas como a 50/1 L USM ou a 85/1.2 L.

USM

USM significa UltraSonic Motor. É um motor de foco da Canon que faz com que suas objetivas façam uma focagem mais rápida, com maior precisão e de forma mais silenciosa. A Canon foi muito inteligente ao colocar o motor de foco na objetiva e não no corpo, como fizeram outros fabricantes. Com isso, cada objetiva recebe o tipo de motor mais adequado ao seu uso e público alvo. Pense nos motores de auto-foco como se fossem motores de automóvel ou caminhão. Cada objetiva precisa ter o motor mais adequado ao seu porte, da mesma forma como ocorre com os veículos. Um motor muito grande numa 50/1.8 vai partir as engrenagens da objetiva, da mesma forma que um motor de 800 cavalos não serve para um Fiat Uno ou, ainda, um motor muito pequeno e de baixo torque não serve para uma Wagon. Talvez sequer consiga mover os elementos ópticos de foco e, se o fizer, será de forma muito vagarosa. Analogamente, um motor 1000cc não conseguiria tirar do lugar um caminhão de 45 toneladas.
O primeiro motor criado pela Canon foi o AFD (Arc Form Drive). É lento, barulhento e não permite a operação simultânea do foco automático e manual. A Canon não desenha mais objetivas com este motor, mas ainda vende modelos antigos que o utilizam, como a 35mm fixa. Existe uma variante ainda pior, chamado Micro Motor, que equipa a 50/1.8. Em 1987 a Canon criou o Ring Ultrasonic Motor, que é o famoso e verdadeiro USM. Este motor é circular e fisicamente instalado em volta dos elementos ópticos. É um motor incrivelmente rápido e de elevada precisão. A sua principal característica é permitir o uso simultâneo do foco automático e manual, melhorando a interface da máquina com o fotógrafo. A partir do corpo EOS 5 passou a ser possível mover o comando de foco para um botão separado do obturador. Isso, junto com uma objetiva USM, permite ao fotógrafo usar o melhor dos dois mundos: pré-foco automático, ajuste final manual e clique!
O Ring Ultrasonic Motor equipa as objetivas profissionais da Canon e algumas amadoras mais avançadas, como a EF28-135 IS. Mais tarde, pressionada pelos altos custos de produção do Ring USM, a Canon criou uma variante pior e mais barata chamada Micro Ultrasonic Motor. Este motor não permite o uso simultâneo do foco manual e automático, além de ser quase tão barulhento quanto o AFD. Este motor equipa os zoom’s mais baratos da Canon.

IS

IS significa Image Stabilization. É uma tecnologia que ajuda a eliminar os problemas de sustentação da máquina em baixas velocidades, evitando as fotos tremidas. O benefício é de cerca de 2 pontos. Uma foto que antes deveria ser feita em 1/125s para não sair tremida pode, com o auxílio do IS, ser feita em 1/30. Esta tecnologia equipa muitas objetivas profissionais da Canon e algumas amadoras, como a popular EF 28-135 IS.

domingo, 31 de julho de 2011

A LENDA


Me senti na obrigação de fazer esse post , talvez esse cara que eu vou falar nem se lembrava do meu nome ou ao menos se lembrava de mim , mas mesmo assim merece todas essas palavras que estou Escrevendo.
Desde quando comecei a me interessar por fotografia , ele , Vilmar Tavares , foi e é um dos caras que eu mais me espelho no mundo da fotografia , ele juntamente com Nauro Júnior , Moizes Vasconcellos e alguns outros , talvez eles nem saibam disso mas mesmo sem conviver diariamente eles estão me ajudando a crescer nesse mundo da fotografia , não digo crescer financeiramente , digo crescer tecnicamente e intelectualmente.
Todos os dias eu vejo foto de pelo menos  de um deles , seja do Vilmar , Nauro ou do Moizes , vendo as fotografias em jornais e sites.
Não tive muita convivência com o Vilmar , nem tão pouco tive uma conversa completa com ele , mas ele mesmo sem saber estava me ajudando na minha vida para me tornar um profissional da fotografia.
Infelizmente Vilmar nesse sábado 30 de Julho de 2011 acabou nos deixando aqui sem sua presença , conhecimento e sem suas verdadeiras obras de arte em forma de fotografia , eu só queria agradecer à ele por tudo o que consegui aprender com ele , de ver ele com sua câmera no estádio bento Freitas , capturando os lances de cada partida sem usar ao menos uma lente tele , sempre eu via ele lá com sua D90 se não me falha  a memória e com uma simples lente de pouco alcance , e que no outro dia pela manha eu via no jornal seu grande trabalho feito de forma simples mas com um resultado impressionante.
Deixo aqui para família , amigos , dentre outras pessoas que tiveram a grande oportunidade de conviver com esse cara , meu sinceros pêsames e dizer que lá de cima ele vai ta sempre olhando por nós , VÁ COM DEUS GUERREIRO .

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Inspire-se nessa Ideia! | Landscape

De : http://fotografeumaideia.com.br
topo_inspirese.jpg
Sexta-feira que normalmente é dia dos "normais" relaxarem e curtirem o começo do final de semana, para nós fotógrafos é dia de ficar bem ligado porque o final de semana promete ser cheio de clicksAlguns fotógrafos irão trabalhar e outros clicar por puro hobby. É pensando nesta classe tão trabalhadora, sem final de semana ou feriado, que o Fotografe uma Ideia apresenta a 2ª edição do "Inspire-se nessa Ideia! ".

Com uma temática bem inspiradora, apresentamos para você uma seleção incrível de Fotografias de Landscape; no bom português, Fotografias de Paisagens! 

Landscape

"Uma foto mostrando uma expansão de cenário".
Além das imagens que você vai conferir abaixo, vou apresentar algumas dicas para conseguir um ótimo resultado nas suas fotografias.

Composição

Sempre utilize as regras de terço. Use e abuse da criatividade mas sempre dentro das regras nesse estilo de fotografia.
Você pode optar em ativar na sua câmera uma opção chamada "grid" (ou grade).


Horizonte
Mantenha sempre o horizonte alinhado.

Profundidade de campo

Use grandes aberturas como f/8 a f/22 para ter maior nitidez, profundidade e uma iluminação suave em suas fotos

HDR (High Dynamic Range)

Você pode criar imagens com uma iluminação além do que seu olho pode perceber. Realce sombras e reduza luz forte (sol)
Na web, você encontra muitos tutoriais para aplicar esse efeito em suas fotografias.

Longas Exposições

Além de sessions com por-do-sol, dias de céu azul, você pode dar mais criatividade em suas fotografias fazendo longas exposições noturnas.
Utilize sempre um tripé. Além da velocidade mínima que sua câmera permite, você pode utilizar um controle remoto (Câmeras DLSR)

Fotografias:

arturo_lasso.jpg
Fotografia de: Arturo Lasso
arturo_lasso_01.jpg
Fotografia de: Arturo Lasso
brent_smith.jpg
Fotografia de: Brent Smith
filipe_correia.jpg
Fotografia de: Filipe Correia
ian_munro.jpg
Fotografia de: Ian Munro
jeanie_lazenby.jpg
Fotografia de: Jeanie Lazenby
karsten_wrobel.jpg
Fotografia de: Karsten Wrobel
larry_lefever.jpg
Fotografia de: Larry Lefever
lazy_vlad.jpg
Fotografia de: Lazy Vlad
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Fotografia de: Maciej Rylkiewicz
marc_adamus.jpg
Fotografia de: Marc Adamus
marc_adamus_01.jpg
Fotografia de: Marc Adamus
michal_kownacki.jpg
Fotografia de: Michal Kownacki
norman_setiawan.jpg
Fotografia de: Norman Setiawan
piotr_krol.jpg
Fotografia de: Piotr Krol
przemyslaw_kruk.jpg
Fotografia de: Przemyslaw Kruk
ramdani.jpg
Fotografia de: Ramdani
raym.jpg
Fotografia de: Raymó
rvar_atli_orgeirsson.jpg
Fotografia de: Örvar Atli Þorgeirsson
spreephoto.de.jpg
Fotografia de: spreephoto.de

terça-feira, 19 de julho de 2011

Dicas para auto-retratos (close-up)


topo.jpg
 
 
 
De : http://fotografeumaideia.com.br
Quando precisamos fazer um retrato da nossa pessoa e não tem ninguém que possa fazer isso pra gente, a única solução é se auto-retratar. São várias tentativas até conseguir aquela foto que desejava. Mas com tantas tentativas foram percebidas algumas maneiras de facilitar o auto-retrato.

A primeira dica é, antes de começar você deverá ajustar sua câmera para o modo manual, e não o automático, é o primeiro truque para obter melhores resultados de foco na foto.
 
fotografeumaideia.jpg
1 – Okay, você optou por utilizar o auto-foco com uma grande abertura do diafragma. Sinais de problemas, utilizando essa combinação (auto-foco + grande abertura do diafragma) você perceberá que o ponto de foco será seu nariz e seus olhos não, mas isso é fácil de resolver. Feche mais o diafragma. O truque é quanto mais fechado ele esteja maior será a profundidade de campo (DoF) que possibilidade um foco melhor e inteligente.

fotografeumaideia_1.jpg
2 - O auto-retrato é um tanto quanto difícil pela complexidade de ajustar as configurações da câmera, até porque não tem como fazer a medição correta. Para você conseguir realizar a medição certa, você pode colocar um objeto na frente da câmera no ponto onde você pretende ficar. Com isso você irá conseguir medir o foco sem muitos problemas, a única dificuldade será em relação à luz que deseja captar.

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3 – Qualquer câmera, seja ela compacta ou DSLR, tem a opção de focar objetos que estejam bem próximos à objetiva, este modo é chamado de “macro” e geralmente é representado pelo desenho de uma flor. Existe uma maneira e rápida de ajustar o foco da câmera num ponto específico do seu rosto (olho, boca, etc.). Apague toda a luz do ambiente e coloque uma fonte de luz (uma pequena lanterna) sobre a área desejada. Nessa situação ajude para o auto-foco e deixe que a câmera faça o foco.

Fotos de:

Francine de Mattos

www.flickr.com/photos/fran_ciiine

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Vem aí: Estúdio Brasil 2011

De : http://www.fotografia-dg.com

Já está definida a programação do Estúdio Brasil 2011, maior congresso latino-americano de fotografia de estúdio, que acontecerá entre os dias 05 e 10 de novembro, em São Paulo. Nesta quarta edição, o evento continua a manter o formato adotado no ano passado, que contemplou três dias de workshops e outros três de palestras.
Estima-se que, 800 fotógrafos, entre amadores e profissionais, participem do congresso que será realizado, de 8 a 10 de novembro, no Teatro das Artes, no Shopping Eldorado, local das duas primeiras edições do evento.
IMAGEM net 619x464 Vem aí: Estúdio Brasil 2011
Reprodução do site do Estudio Brasil 2011

A abertura das palestras será feita pelo fotógrafo Emidio Luisi, especializado em fotografia de espetáculos, que irá tirar dúvidas e revelar segredos da fotografia nos palcos. Na sequencia, Tony Genérico dividirá toda a sua larga experiência na administração de estúdios para preparar aqueles que pretendem investir no estúdio ideal; enquanto Thales Trigo irá apresentar os desafios do digital e Newton Medeiros falará do tema que o faz uma referência no país: estúdio e iluminação.
No dia seguinte, o advogado e fotógrafo, José Roberto Comodo, vai explorar o conceito de “linguagem fotográfica”. A quarta-feira (09) seguirá com os norte-americanos, Lance Keiming, conhecido pelo seu trabalho com fotografia noturna; Lou Jones, autor do livro SpeedLight & SpeedLite, cujo tema ele irá reproduzir na palestra; e Brian Smith, fotógrafo que há 30 anos retrata celebridades, cujas imagens são utilizadas na publicidade e ilustrando capas e páginas de revistas famosas. Smith já clicou feras, como Bill Gates, Anne Hathaway e George Clooney.
O último dia do congresso será reservado para falar de still, publicidade e pós-produção e nu. Temas que serão, respectivamente, abordados por fotógrafos do naipe de Cacalo, Márcio Rodrigues e Kazuo Okubo.

WORKSHOPS

Cerca de 600 pessoas devem também participar dos workshops do Estúdio Brasil, entre 05 e 07 de novembro, no complexo de estúdios BurtiHD, em São Paulo. Os três primeiros dias do evento serão conduzidos por Helder Fillipe, Alex Villegas, Mauro Holanda, Pepe Mélega, Lance Keimig, Orlando Azevedo, Márcia Charnizon, Maurício Po e Isa e Joel Reichert.
Mais informações: www.estudiobrasil2011.com.br